No verão é muito comum casos de intoxicação alimentar, principalmente nas praias. O calor, a umidade e a falta de higiene são meios propícios para o crescimento de microorganismos. Mas não é só nas praias que devemos ter determinados cuidados, em casa também a atenção é necessária.
A Intoxicação Alimentar é uma infecção causada ao ingerir água ou alimentos contaminados por bactérias. Esta contaminação pode ocorrer quando houver manipulação inadequada do alimento, más condições higiênicas ou armazenamento incorreto. Os sintomas mais comuns são vômitos e diarréia, porém podem vir acompanhados de cólicas abdominais, dores de cabeça e até febre. Caso a intoxicação não seja tratada desde o início o quadro pode se agravar, pois com os vômitos e diarréia a pessoa fica desidratada e é preciso tratar esta desidratação.
Existem também algumas bactérias que são mais perigosas e podem levar à morte como a Salmonella e o Clostridium botulinum. A Salmonella é encontrada nas gemas dos ovos e nas carnes e pode causar a Salmonelose, por isso a recomendação de não ingerir ovos crus ou moles, assim como maioneses caseiras e carnes mal passadas. Já o Clostridium botulinum pode causar o botulismo, outra doença grave que pode ser adquirida ao ingerir conservas contaminadas (palmito, picles, salsichas) ou mel de abelha. O botulismo pode causar paralisia dos músculos, inclusive dos músculos respiratórios, o que pode tornar fatal.
Assim que a pessoa começa a sentir os sintomas, o primeiro cuidado é com a hidratação. A recomendação é ingerir muita água, chás de camomila, erva doce ou cidreira, água de coco ou sucos de maçã ou pêra. Os isotônicos também podem ajudar a hidratar, já que também ajudam a repor minerais perdidos na diarréia.
Recomenda-se também evitar leite e derivados, verduras e outros alimentos laxativos como mamão ou laranja. O melhor é ingerir refeições leves como sopas de legumes, canja de galinha ou purê de batata sem leite. Assim que os sintomas forem desaparecendo a pessoa pode voltar a sua alimentação habitual.
Geralmente os sintomas desaparecem em dois a três dias, mas caso não ocorra à melhora ou venha a apresentar outros sintomas, recomenda-se procurar um pronto socorro. Deve-se ter uma atenção especial às crianças, gestantes e idosos, já que são mais vulneráveis.
Algumas dicas simples podem evitar a intoxicação alimentar:
- Evitar ingerir alimentos vendidos em barracas ou por ambulantes, pois os alimentos ficam expostos e geralmente não estão sob refrigeração. Alguns alimentos são acondicionados em isopor, porém não proporciona a temperatura correta para evitar o crescimento de bactérias. Lanches naturais, queijos coalhos e camarões são grandes vilões da intoxicação alimentar;
- Nas praias procure levar alimentos de casa ou procure um quiosque que apresente boas condições higiênicas;
- Não adquirir alimentos com embalagens estufadas, coloração diferente do alimento ou com prazo de validade vencido, assim como não ingerir alimentos mal refrigerados ou conservados;
- Evitar ingerir carnes mal passadas, ovos moles ou crus;
- Procure ingerir água mineral, filtrada ou fervida. A água de torneira pode estar contaminada. Ao preparar gelo, sucos ou preparações que não sofrerão aquecimento use água do filtro;
- Comidas que foram preparadas no almoço e serão utilizados no jantar não devem ficar em temperatura ambiente, em cima do fogão ou no forno;
- Ao chegar do supermercado procure guardar os alimentos perecíveis na geladeira primeiro;
- Ao descongelar carnes, frangos ou peixes, deixe-os dentro da geladeira de um dia para o outro e não sobre a pia;
- Sempre higienizar mãos, utensílios e local antes do preparo dos alimentos.